sexta-feira, 3 de julho de 2009
IFCS PROMOVE EVENTO SOBRE A ÍNDIA
domingo, 21 de dezembro de 2008
A Paisagem Cultural em Duas Versões: a escola de Berkeley e a geografia cultural renovada
A despeito de todas as críticas e discordâncias, parece consenso entre os geógrafos a importância da paisagem na geografia. O fato de a mesma ser estudada pela geografia desde o seu princípio reforça esse consenso. Ainda assim, por muito tempo sua conceitualização foi banalizada ou ignorada por muitos, mesmo na geografia humana, que se baseia nela como conceito-chave. Somente quando sua forte ligação com outro conceito de igual importância para geógrafos, a cultura, vem à tona, é que a paisagem começa a ganhar certo destaque nos debates geográficos. Pois, foi na busca da definição da cultura que novas formas de entender a paisagem foram surgindo, e com ela a própria geografia cultural passou a ter maior destaque no âmbito da ciência geográfica.
O objetivo proposto com esse estudo, portanto, está em evidenciar a importância que os conceitos de paisagem, e antes dele o de cultura, exercem na geografia cultural. Propõe-se aqui também debater como a visão de cultura de uma Escola geográfica afeta diretamente a forma como trabalhamos suas paisagens, debate esse evidenciado através de um paralelo traçado entre as duas maiores Escolas de geografia cultural da atualidade.
Nas páginas a seguir, veremos como esses debates surgiram no século XX, e suas repercussões na ciência geográfica através dos estudos feitos por Carl O. Sauer e Denis Cosgrove, geógrafos que se tornaram referência nas duas principais Escolas de geografia cultural recentes. Privilegiar-se-à, portanto, o debate entre a Escola de Berkeley e a denominada Geografia Cultural Renovada, em especial sobre os temas de cultura e paisagem adotados pelos dois lados.
Palavras-chave: paisagem, cultura, geografia
Como citar este texto:
quinta-feira, 20 de março de 2008
Aulas sobre a história e cultura afro-brasileira e indígena passam a ser obrigatórias nas escolas
Publicada em 11/03/2008 às 18h57m
O Globo Online
RIO - Entrou em vigor, nesta terça-feira, a lei que torna obrigatórias as aulas de história e cultura afro-brasileira e indígena para alunos do ensino médio e fundamental de escolas públicas e particulares. A lei que fora sancionada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a valer nesta terça, com a publicação no Diário Oficial.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nova disciplina será implementada gradualmente, dependendo para isso do desenvolvimento do material didático e da formação de professores capacitados para ministrar a matéria.
O conteúdo programático da disciplina incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Também será valorizado o papel do negro e do índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Segundo o MEC, a legislação anterior previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira, mas não destacava a contribuição dos índios na formação social, econômica e política brasileira.
Leia Mais…terça-feira, 18 de março de 2008
A Geografia em Quadrinhos: uma análise dos elementos sócio-espaciais que compõem a imagem da cidade presente no universo quadrinhográfico
A Geografia em Quadrinhos: uma análise dos elementos sócio-espaciais que compõem a imagem da cidade presente no universo quadrinhográfico.
Autoria de Marcos Paulo Ferreira de GóisRESUMO:
Este trabalho tem como meta principal estudar a geografia das imagens figuradas nas histórias em quadrinhos. Essa forma de se contar histórias, existente há mais de cem anos, possui a peculiaridade de narrar ações através de imagens de seres e objetos ao longo de quadros dispostos seqüencialmente. Cada quadro encerra uma paisagem rica em representações de objetos como casas, prédios, ruas e pessoas. Acredita-se que os objetos figurados nos quadros de uma história em quadrinhos mantêm relações de significação entre eles e que, além disso, os personagens de histórias constroem suas ações em relação ao espaço no qual estão estabelecidos.
Para apreender as relações que existem entre personagens e seu espaço de ação nas histórias em quadrinhos faz-se crucial a compreensão dos elementos que compõem o seu universo, os quais serão subdivididos aqui em elementos técnicos e elementos figurativos. Posteriormente, pretende-se, a partir da análise de algumas histórias, realizar considerações gerais acerca da cidade representada nos quadrinhos. Relações entre o tipo, o tamanho e o caráter simbólico de tais cidades serão investigadas através de algumas histórias presentes no universo dos quadrinhos.
Espera-se que este trabalho possa contribuir para o enriquecimento do temário geográfico e dos questionamentos sobre a imagem e as histórias em quadrinhos na perspectiva da interpretação dos significados expostos na representação gráfica que consiste as histórias em quadrinhos.
Como citar este texto:
GÓIS, Marcos Paulo Ferreira. A Geografia em Quadrinhos: uma análise dos elementos sócio-espaciais que compõem a imagem da cidade presente no universo quadrinhográfico. 2008. Monografia (Bacharelado em Geografia), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008,74p.
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